Cidadania portuguesa: vale a pena fazer sozinho ou contratar assessoria?

Descobrir raízes em Portugal é extremamente comum entre brasileiros, e costuma despertar um misto de emoção e oportunidade, já que muitas vezes pode facilitar o processo de pedir cidadania. Para muitos brasileiros, a cidadania portuguesa não é apenas um documento: é a reconexão com a história da família e a possibilidade de viver, estudar e trabalhar na Europa.
Um ponto relevante é o fator emocional. Para muitas famílias, reunir documentos antigos, certidões e registros de antepassados é uma jornada de resgate histórico que fortalece vínculos e histórias que estavam esquecidas. Esse processo pode ser enriquecedor quando feito de forma autônoma. Por outro lado, também pode gerar ansiedade diante de exigências inesperadas ou prazos prolongados, o que faz com que algumas pessoas prefiram delegar essa responsabilidade a especialistas.
O processo para conseguir toda a documentação pode ser longo e exaustivo, o que leva muitas pessoas a se questionarem: vale mais a pena fazer o processo sozinho ou contratar uma assessoria especializada?
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Fazer o processo sozinho: economia e autonomia
A legislação do Governo de Portugal permite que qualquer pessoa dê entrada no pedido de cidadania por conta própria, sem a necessidade de advogado ou intermediário. Todas as etapas podem ser realizadas diretamente pelo requerente junto às conservatórias portuguesas ou consulados, desde que reúna a documentação correta e cumpra os requisitos previstos na Conservatória dos Registos Centrais.
Optar por fazer sozinho costuma ser a escolha de quem deseja economizar, já que os custos ficam restritos às taxas oficiais, emissão de certidões, apostilamentos e eventuais traduções. Além disso, muitas pessoas enxergam o processo como uma oportunidade de aprender mais sobre sua própria história familiar, pesquisando documentos, reconstruindo linhagens e entendendo melhor os trâmites legais.
Por outro lado, é importante considerar que o processo exige atenção aos detalhes. Pequenos erros em nomes, datas ou divergências entre documentos podem gerar exigências e atrasos. A falta de familiaridade com a legislação também pode causar insegurança, principalmente em casos mais complexos, como quando há retificações, mudanças de sobrenome ou necessidade de comprovação adicional de vínculo.
Além disso, é importante lembrar que o processo de cidadania pode sofrer alterações ao longo do tempo, seja por mudanças na legislação portuguesa, seja por ajustes nos prazos e exigências documentais. Se manter atualizado é fundamental para evitar surpresas no meio do caminho. Quem opta por fazer sozinho precisa acompanhar comunicados oficiais e possíveis atualizações nas regras, enquanto quem contrata assessoria costuma contar com esse monitoramento como parte do serviço prestado.
Contratar assessoria: segurança e praticidade
A contratação de uma assessoria pode trazer mais tranquilidade ao longo do processo. Empresas e profissionais especializados fazem uma análise prévia da elegibilidade, orientam na reunião dos documentos, revisam possíveis inconsistências e acompanham o andamento do pedido até a conclusão.
O principal benefício é a redução de erros. Como lidam com esse tipo de procedimento diariamente, os especialistas conhecem os detalhes práticos da legislação e sabem como evitar problemas comuns. Além disso, a assessoria pode ajudar a otimizar tempo, principalmente para quem tem rotina corrida ou mora longe dos locais onde os documentos precisam ser emitidos.
Também vale considerar os planos futuros. A cidadania portuguesa pode abrir portas para oportunidades de estudo, trabalho e mobilidade internacional. Portanto, erros que atrasem ou comprometam o processo podem impactar projetos pessoais e profissionais. Avaliar o grau de urgência é essencial: se há um prazo específico para mudança ou matrícula em instituição de ensino, por exemplo, contar com orientação especializada pode trazer mais previsibilidade.
Entretanto, é preciso avaliar o custo-benefício. A contratação representa um investimento considerável, que varia de acordo com o tipo de processo (filho, neto, casamento, tempo de residência, entre outros). Por isso, a decisão deve levar em conta a complexidade do caso e o perfil do requerente.
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O que considerar antes de decidir?
Antes de optar por um caminho, vale refletir sobre alguns pontos: você tem tempo disponível para pesquisar e acompanhar o processo? Seus documentos estão organizados e sem divergências? O seu caso é simples ou envolve situações que exigem análise mais detalhada?
Se a documentação está completa, o vínculo é direto, como filho de português, e você tem disponibilidade para acompanhar cada etapa, fazer sozinho pode ser viável. Já em situações mais delicadas, que exijam cuidado e atenção extra, como pedidos por netos, processos com retificações ou histórico documental incompleto, a assessoria pode evitar retrabalho e dores de cabeça.
No fim das contas, não existe uma única resposta que sirva para todos. Cada caso possui suas particularidades, tanto documentais quanto financeiras e pessoais. Informar-se, comparar custos, entender as etapas e refletir sobre sua própria disponibilidade são atitudes que tornam a decisão mais consciente e alinhada aos seus objetivos.
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Buscar a cidadania portuguesa é mais do que apenas preencher documentos, é transformar memória familiar em direito reconhecido. Fazer sozinho é possível e pode ser econômico. Contratar assessoria, por sua vez, tende a oferecer mais segurança e comodidade.
A melhor escolha é aquela que equilibra orçamento, tempo disponível e complexidade do seu caso. Independentemente do caminho, o mais importante é dar o primeiro passo. A Empresa Minha Árvore Genealógica te auxilia em todo o processo!

